Tuesday, March 10, 2009
Ouvido...
Tuesday, February 17, 2009
Coming and going

Tuesday, January 06, 2009
Mais um para a lista de cães perigosos - Yorkshire Terrier
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Enquanto isso, a senhora de idade grita e vai pedindo desculpa enquanto vai olhando para aquilo tudo sem se conseguir mexer... Pouco a pouco, começamos a perceber que a senhora está a ficar à beira de um ataque cardíaco... Eu, pelo meu lado, perdi todos os cuidados iniciais com que estava a tentar resolver a situação e passei para uma abordagem mais eficaz, o pontapé de arremesso como forma de manter o yorkshire longe de canelas e lombos; e digo-vos, aqueles cães sabem voar...
O meu labrador, entretanto, e demonstrando alguma esperteza, embora pouca valentia e pouca noção do seu tamanho e do arsenal de dentes que tem na boca, saltou para a bagageira do meu carro, para o onde o yorkshire nunca conseguiria saltar atrás dele. Exausto, e talvez um pouco receoso de mais sopa de biqueira de sapato, o yorkshire também acalmou e fica quieto aos pés da senhora de idade... Esta, em pânico, respira pesadamente e passou de pedir desculpa a pedir ajuda, por não se estar a sentir bem... Resultado, no final disto tudo, ainda tivemos de a acompanhar a casa... E a senhora ainda insistiu em ver a minha perna (para mim, não era preocupação com a dentada, era fetiche!) para se certificar de que eu não precisava de ir ao hospital...
Resumindo e baralhando, depois de tudo terminado e encerrado (à excepção do buraco na minha perna), deixo aqui a minha recomendação às autoridades para que juntem mais uma raça às raças de cães perigosos que têm de andar com açaime: Yorkshire terrier! São pequenos, mas têm dentes como tubarões:
Monday, November 10, 2008
Gone fishin'.
But I only got this:
Pois é. Este fim-de-semana resolvi aceitar o desafio do Samuel e ir experimentar pesca em mar alto. Na
fotografia de cima podem ver como foi a última vez que ele e os amigos foram à pesca. Impressionante, não é?
Reconheço que a foto me deixou motivado. Ao ponto de me ter levantado às 4h da manhã no domingo para rumar à Ericeira para ir pescar... A companhia era porreira e o barco (o Challenge!) inspirava confiança. Just in case, tomei 2 vomidrines 45 min antes de embarcarmos. Fiquei seguro de que a coisa estava controlada. Enganei-me.
Verdade seja dita, o mar estava um pouco revolto. Nada demais, mas com ondas interessantes. Quando o barco foi colocado na água, e subimos a bordo, achei a coisa mexida, mas tolerável... O pior foi quando rumo ao mar alto, e ao som de We Are The Champions, dos Queen (motivação não faltava naquele barco!), comecei a sentir que cada encontro com a ondulação contribuía mais para que o meu pequeno-almoço se tornasse mais e mais desconfortável no meu estômago... Até ao ponto em que a meio de uma música dos AC/DC não aguentei e confessei as minhas mágoas ao mar... Vomidrine, yeah right...
Depois do "incidente", chamemos-lhe assim, e após o encorajamento da malta ("isso acontece, vais ver que daqui a nada estás fino" - há que salientar que todos foram impecáveis!), pensei que ainda ia passar daquele baptismo de fogo para um dia de pesca em grande... Tomei mais 2 vomidrines (sim, está-se mesmo a ver que isso resultou bem), comi uma bolacha e, entretanto, tinhamos chegado ao nosso destino. Posso dizer-vos que aguardei por este momento com expectativa. O Samuel preparou a cana de pesca e deu-me algumas dicas. Pena mesmo foi na primeira vez que ele me quis mostrar como puxar a linha de volta à superfície, ela ter ficado presa nas rochas e, como consequência a cana ter-se partido... Ok, vocês podem dizer que era um sinal, mas nós somos teimosos!
Com outra cana emprestada, conseguiram enfim mostrar-me como se pesca... Na primeira tentativa, ao trazer a cana para cima, apanhei um pequeno ruivo. Off to a good start, pensei eu! Como estava enganado... Pois nesse momento, o desconforto que estava a sentir desde que tinha visitado o Tio Gregório voltou a subir de tom e ainda nem tinha tido tempo de voltar a colocar isco nos anzóis, já estava novamente a enviar aquilo que seriam os últimos restos do pequeno-almoço para os peixinhos... E desta vez, nem isso ajudou!
Mesmo assim, insisti. Já que estava ali, ia aproveitar. Voltei a mandar a linha lá bem para o fundo. E novo peixe, desta vez um sacaninha vermelhito, mal encarado e com um ar pouco amigável, com espinhos venenosos a sairem-lhe do corpo todo. Good sign? Pois, eu pensei que sim... O que é certo é que o mar voltou a mostrar que não é para todos e eu voltei a curvar-me sobre a amurada, vomitando o que tinha e não tinha no estômago... Ainda esperámos mais um tempo, para ver se me recompunha, mas foi inútil... E ainda por cima, como os peixes não estavam a picar grande coisa, a malta dedicou-se a petiscar croquetes, amendoins, chamuças e afins, agudizando ainda mais a minha triste condição! Por fim, e num gesto de altruísmo, os meus companheiros acabaram por me trazer de volta a terra firme, perdendo assim uma boa 1h30 de caminho (ainda vimos golfinhos no percurso de volta!). Mas sabem, aqui entre nós, só suspirei de alívio quando saí finalmente daquele barco...
O que vos posso dizer é que o meu sistema digestivo ainda não se recompôs do susto. Gosto de pesca, e de mar, mas é seguro dizer que pesaca em alto mar não será para mim... E eu que até tinha começado tão bem, com 2 peixes em duas tentativas... Polvos e navalheiras, ainda não foi desta que se livraram de mim... Pelo menos nas rochas não se enjoa! Coisas que acontecem...
Friday, October 17, 2008
O RAP é que sabe.
A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.
Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade. Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos. Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo."
Wednesday, October 15, 2008
Silêncio dos Inocentes - O Episódio Perdido
Ao longo dos últimos meses, essa pequena bola foi crescendo, e crescendo, e comendo (e defecando também), e crescendo e crescendo até se transformar neste cachorro adolescente, com olhos meigos, mas força e dentes capazes das maiores travessuras:
Para lá daquele ar simpático e desgrenhado (que vem todo do facto de ter decidido ir tomar um banho de mar no último fim-de-semana - claro, durante o Verão, andou sempre com medo da água, agora que começa a fazer frio foi direito chafurdar na água, sem sequer atender aos avisos de que não tinhamos toalha para o secar!) e do ar de quem dorme como se não houvesse amanhã (como cachorro que ainda é, passa 60-70% do tempo a dormir, roncar e peidar-se, tudo em simultâneo), posso confirmar-vos que se esconde um psicopata do nível do afamado Hannibal. E se não acreditam, vejam a obra do "menino":
Pois é. A pobre vaquinha viu-se privada do seu cérebro de enchimento de peluche, tendo a cabeça literalmente rasgada, sendo que todo o cérebro foi retirado cuidadosamente (ok, talvez não cuidadosamente), mastigado e cuspido sob a forma de bolas de enchimento fofinho cheio de saliva de cão (estilo uma bola de pelo gigante, estão a perceber a ideia?)...
E o pior é que o malvado continua a considerar esta vaquinha um dos bonequinhos preferidos, a par do dinossauro com menos um braço (quem diria que no confronto Tiranossaurus Rex vs. Labrador, seria o Labrador que ganhava) e do macaco com a franja arrancada... De tal forma que nem agora, sem cérebro, a vaquinha tem descanso, continuando a ser constantemente arremessada pelo ar e levada para incursões no jardim, com aqueles olhos inexpressivos, fixos no infinito...
Tem mesmo de se gostar deste cão, não tem? Pelo menos, cá por casa, nós achamos que sim. Não é todos os dias que alguém arranca o cérebro a uma vaquinha fofinha e aparece junto a nós com ela na boca, com aquele ar orgulhoso de quem diz "Já viste o que eu consigo fazer?"...
Monday, September 29, 2008
Noite de Reyes.



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